Eis que meu cabelo quase tapa Fernanda Takai. AHAHA :D Tá, gente, sério, emocionei de conhecer ela. E Mallu me surpreendeu. É uma fofa e ainda chamou o Camelo especialmente preu conhecer. <3 Cara louvando ao fundo.
Desde que comecei a trabalhar, almoço em casa é uma coisa que não me pertence mais. Escolher sobremesa? Não mesmo. Soneca de tarde? Muito menos.
E nessa de falta tempo, falta dinheiro, falta VT, todos nós universitários da UFRGS somos obrigados a compactuar com o famosíssimo RU. Por vezes chamado 'bandejão', e pelos mais carinhosos, "Le Bistrô RU", o restaurante universitário salva os almoços dos desdinheirados. Por módicos R$1,30 sem suco (radioativo?) ou R$1,60 com, resolvemos o problema fome. Mas isso não anula toda a aventura que é comer por lá. Logo na chegada, uma fila que usualmente dobra o quarteirão te aguarda. Se não ocorre a sorte de um conhecido ali pelo meio, deve-se ir até o final - no Campus do Vale, chega-se a caminhar alguns quilômetros. De passinho em passinho chegamos à entrada, onde agora, misteriosamente, seguranças da Polícia Federal se posicionam. Ameaça-bomba por parte do DCE? Sabe-se lá. Depois de pagar com mil moedinhas, passar a catraca, lavar as mãos com sabonete líquido quardado em GARRAFAS DE VINAGRE, pegamos nossa querida bandeja, escolhemos os talheres menos amassados, e dá-lhe bufê! Normalmente, os nomes apresentados para os pratos nos lembram um restaurante muy chique: Cless, Strogonoff, Bife Acebolado, Iscas de Frango ao Molho Mostarda. Considerando-se que hamburguer com cebola picada faz às vezes de bife acebolado, calculem o resto. Entre pregos e chumbinhos, fazemos nossa refeição sentados nas mesas dispostas de forma caótica pelo recinto: é necessário um equilíbrio digno de Cirque du Soleil pra desviar de todas as cabeças. Em um momento final, depois de comer atirando coisas de cá pra lá da bandeja, joga-se copos e guardanapos no lixo, talheres em recipiente separado, bandejas empilhadas no balcão (uma vez, larguei por acidente os talheres junto à bandeja - recebi um sonoro "TU TÁ ATRAPALHANDO O SISTEMA!") O negócio por lá é organizado.
Por sorte, universitários são como ratinhos, se adaptam facilmente a qualquer ambiente.