terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ah, les toilettes.

A relação do francês com a higiene sempre foi motivo de desconfiança e por vezes piada, mas mesmo que errônea, nunca completamente infundada.
Percebemos algo estranho no ar ao andar em um ônibus ou metrô, qualquer coisa que não cheira à sabonete. Dá aquele nojinho, aquele pensamento de "meu Deus, POR QUÊ?" e muitas teorias.
Uma amiga diz que é porquê só tomam banho de noite. Ná, não é por isso. Outros dizem que não usam desodorante. Daí já é mais plausível. Mas seja lá qual é o motivo, é um aspecto cultural inegável, e tão famoso quanto a Torre Eiffel.

A verdade é que os banheiros são, de fato, um turismo à parte.
Não é incomum entrar no toilette de um restaurante e o banheiro se resumir a um buraco no chão e apoios de pé de alumínio. Ou se aventurar em um banheiro público, em que se coloca a moedinha, se gira lá pra dentro e faz tudo na maior velocidade possível, porque dentro de alguns minutos, a porta vai se abrir sozinha.
Até mesmo nos apartamentos e casas o banheiro é tratado de maneira singular.
Muito comumente se encontra o vaso sanitário localizado em cômodo diferente, (não raro distante) do resto do banheiro. Assim mesmo. Privada aqui, bidê lá.
Há até uma piadinha, que quando certo arquiteto construiu Paris, depois de todos os prédios e casas de pé, se deu conta: "Mon Dieu! Les toilettes!" e enfiou o vaso em qualquer cantinho.
Bom, logo depois de finalmente terminar o que precisa ser feito, muda-se de cômodo para lavar as mãos.
Então tu te depara com a pia e... como assim duas torneiras? Mais um mistério francês.

3 comentários:

Paula disse...

que saudade desse banheiro!

Diebold; Augusta disse...

porque tomar banho todo dia é coisa de índio :)

Leonardo Pradella dos Santos disse...

Gostei...
Vou colocar uma privada em frente a tv da sala.